segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Eu amo

"Hoje pela manhã o tempo estava chuvoso, você disse que ama a chuva.
Mas ao sair de casa, você abriu o guarda-chuva para se proteger.
Aahh essa cidade louca, ao entardecer estava sol, você disse que ama o sol.
Porem, ao voltar pra casa notei que você procurava as sombras para se proteger do sol.
Ao cair da noite o vento soprava forte, você disse que ama o vento mas fechou a janela para ele não entrar..
O que mais me incomoda nessa historia é que você insisti em dizer que me ama...."

sábado, 22 de agosto de 2015

Faz sentido sentir

Faz todo sentido,depois de tanto amor sentido tomarmos sentidos diferentes.
Ora! em nenhum dos sentidos da vida ha apenas um amor a ser sentido.
E não faz sentido dizer que não sinto, porquê ha vários sentidos para o amor.
Se você soubesse o quanto sinto por estarmos em sentidos distintos, ainda assim busco sentido nesse sentimento que sinto.
Busco um sentido, nessa forma de amor que sinto, mas sinto que apesar de todo amor sentido é melhor que fiquemos em sentidos distintos.

domingo, 2 de agosto de 2015

O Começo: Conhecimento, de onde vem esse monstro?

Como podemos conhecer o mundo? Há apenas um jeito de entender as coisas que nos cercam? Ora, assim como o universo é complexo, as explicações para seu funcionamento também o são. Podemos agrupar as formas de conhecimento em 4, correndo o risco, claro, de reducionismo.
A primeira é o senso comum, aquele conhecimento simples, do dia a dia, e que percebemos apenas pelos nossos sentidos. Não preciso consultar nenhum livro ou fazer uma reflexão profunda para saber que está chovendo: basta ouvir o barulho dos pingos caindo no telhado, olhar pela janela ou, o que é mais prazeroso, sair para a rua e tomar um banho. Se quero caminhar, não preciso também ficar pensando “bem, preciso ir ali, então primeiro movo a perna direita pra frente. Agora, deixa eu ver... ah, sim, preciso mover a esquerda e...”. Se pensarmos no homem primitivo, ele vivia no senso comum, pois não precisava pensar sobre as coisas ao seu redor para viver. Simplesmente nascia, se alimentava, crescia, se reproduzia, envelhecia e morria. Não fazia mais nada, até porque tinha que ocupar boa parte do tempo buscando alimento, seja caçando e coletando, tendo que andar muito para isso, como os outros animais.
O homem, porém, na medida em que foi evoluindo, começou a cultivar a terra e domesticar os animais para alimento. Consequentemente, passou a ter mais tempo para outras atividades. Há ainda um fato importantíssimo que é a diminuição das mandíbulas e o crescimento da caixa craniana, possibilitando o aumento do tamanho do cérebro. É só analisar o crânio dos fósseis humanos para perceber essa evolução. Outra prova é o dente de siso, um dente inútil e que incomoda por não ter mais espaço para nascer. Ele foi importante quando o homem comia muita carne dura e necessitava de mais dentes. Como o homem modificou sua dieta e também descobriu maneiras de amaciar a carne, ele deixou de ter importância. O homem, agora, começa a usar mais o cérebro do que a boca. E se continuar essa evolução, terá no futuro o aspecto de como são conhecidos os ET’s, quase sem queixo e com um crânio enorme. (Não seriam os alienígenas homens do futuro nos visitando?)
A segunda forma de conhecimento acontece quando começamos a questionar a vida. Não basta mais viver por viver. Com tempo para pensar e intelecto desenvolvido, o homem passa a se espantar com o mundo a seu redor. Questiona “quem sou eu?”, “de onde venho?”, “para onde vou?”, “o que é essa coisa luminosa que cai do céu?”, etc. A primeiras respostas a essas perguntas são dadas a partir de histórias inventadas pelas pessoas mais velhas da tribo e envolvem relatos fabulosos, que não têm lógica de acordo com os parâmetros da realidade. Entramos no conhecimento mítico. Os mitos fornecem explicações que são aceitas a partir de crenças: “o mundo foi criado em 6 dias por um ser superior”, “quando morremos vamos para o reino de Hades”, “o raio é um castigo dos céus para a tribo”. O mito, através de uma linguagem simbólica, provoca o desenvolvimento das religiões e varia de acordo com as diferentes culturas. Se ele é considerado apenas como ficção, temos histórias que enriquecem o imaginário. No entanto, se levado ao pé da letra e como verdade absoluta, estaremos diante de um conhecimento que limita nossa capacidade de conhecimento e provoca conflitos entre as nações.
Imaginemos agora uma cidade onde há um porto e se faz uma intensa troca comercial. Ali se encontram pessoas de diferentes lugares do mundo, com culturas diferentes e, por conseguinte, mitos diferentes. Quando se reúnem para conversarem, acabam contando as histórias de seu povo e percebem que são alegorias distintas para representar, por exemplo, a criação do universo. Começam a questionar: “afinal, qual a história verdadeira?” Tem-se, então, a relativização dos mitos. A cidade de que estamos falando é Mileto, na Grécia, berço da terceira forma de conhecimento: a filosofia.
Para o homem que está cada vez mais evoluindo, as respostas dadas pelas mitologias não são mais satisfatórias. A relativização dos mitos e a afirmação de que essas histórias são absurdas sob o ponto de vista lógico abalam todas as crenças. Passa-se, então, a tentar encontrar as respostas a partir de elementos da natureza e não mais no sobrenatural. O centro do conhecimento passa a ser a razão e não a crença. O conhecimento filosófico é aquele que questiona e não aceita qualquer resposta. Faço sempre a analogia com a pesca, afinal de contas, o ponto de interrogação não lembra um anzol? Pois quando lançamos uma pergunta, esperamos pescar uma boa resposta e, como toda pescaria, é preciso paciência para pegar um bom peixe. Mas o pescador fica satisfeito caso fisgue um peixe enorme? Não, pois ele vai voltar à atividade sempre que possível. Assim é o filósofo, que obtém muitos conhecimentos, mas não se contenta e sempre sai em busca de novas respostas.
Na filosofia, portanto, não encontramos a verdade absoluta, mesmo sendo o objetivo de quem quer buscar o conhecimento. Ela apenas levanta dúvidas, evita o conformismo das ideias prontas e encontra várias respostas que explicam o mundo ao nosso redor. Mas faltam provas para esses saberes. Para provar algo, precisamos agir não só pensando, mas praticando, comprovando, experimentando, enfim, usando de instrumentos práticos para se chegar o mais próximo possível da verdade. Essa é função da quarta forma de conhecimento: a ciência.
O conhecimento científico se utiliza da experiência para responder as perguntas levantadas pelos mitos e pelos filósofos. Usa todos os instrumentos disponíveis pelas novas tecnologias para se aproximar o máximo possível da verdade. Pesquisas, experimentos, observações, busca de provas materiais, tudo é utilizado para tentar buscar respostas para entender o universo. Notem que usei o verbo tentar, pois nem mesmo a ciência encontra a verdade. Há sempre cientistas que contestam outros e é nesse ritmo que o mundo gira e não deixamos de conhecer cada vez mais. Portanto, ao contrário do que muitos pensam, a ciência não é dona da verdade. Se fosse, não precisaríamos mais de cientistas.
O problema é quando algumas pessoas se utilizam de seus conhecimentos para impor sua verdade pessoal. Religiosos, filósofos e cientistas radicais, que não aceitam o pensamento diferente do seu, acabam freando o desenvolvimento. Nesses momentos procuro uma quinta forma de conhecimento: a arte. Prefiro às vezes conhecer o mundo pelas mãos dos escritores, cineastas, músicos, pintores. Eles nos explicam sem explicar e nos fazem entender sem entender o que é essa criatura tão complicada chamada de ser humano.