Eu sonhei com ela aquela noite e no melhor do sonho, minha mãe, ou o autor, me acorda. Eu simplesmente odeio isso, ele escreve "fulana acordou sicrano" e é exatamente o que acontece.
Pois bem, quando eu cheguei perto de pegar ela, minha mãe bateu na porta, ignorei, bateu de novo, ignorei. Por fim ela saiu entrando e puxando meu lençol.
Bom dia!!!! Uma mãe sorridente entrou no quarto.
Bom dia pra quem? Eu perguntei, obviamente meio tonto e revoltado por ser interrompido,dona Ana,como minha mãe atende, estava radiante, e radiante ficou, o humor da minha mãe não se abala com o meu. Dona Ana respondeu como quem diz algo obvio: "pra você, pra mim, pra quem mais vier e pra quem não vier também e pro caralho a quatro, e levanta logo dessa merda de cama e vai ser útil uma vez na vida". Adoro o humor da minha mãe, tão frágil e espontâneo. Eu deveria imaginar, ele nunca escreve algo que eu me dê bem. E alguém compreensivo e amoroso que entenda que eu não levanto bem, afinal quem levanta? não estaria nos planos do texto dele.
Dona Ana saiu e me deixou sentado na cama, com o cabelo meio bagunçado e cara amarotada. Era de se esperar que eu arrumasse a cama. Isso é a última coisa que você quer fazer ao acordar, você quer dar uma mijada, eu sei, todos são assim, você é assim, minha mãe é assim, e foi o que eu fiz. Não lembrei da cama quando sai do banheiro, pra ser sincero com você até lembrei, mas o banheiro é fora do quarto, e eu não iria voltar!
Aqui eu deixo uma dica, quando você acordar seu filho 10hs da manhã de um domingo, deixa café pro rapaz! Ele cresce ate os 21!! 18 esta muito longe disso, portanto tem que comer bem.
Fiz meu café solitário, ao charmoso som de: "isso não é hora de café, já ta quase na hora do almoço" e admirando ela, que estava la no quintal, linda e reluzente.
Claramente ele colocou ela ali toda manhã de proposito, sabe que tenho medo, que eu não chego perto, que quase sempre perco a oportunidade e tenho que esperar ate que outra apareça, ele sempre poe outra no lugar. Desta vez a historia vai mudar, aquele sonho interrompido me motivou, eu sei que é ele que me manipula, e de certa forma desconfio que ele esteja me "Baitando", pra vocês que leem, "baitar" vem de bait, que significa isca, que significa que eu vou me fuder!
Mas a vida tem me fudido bastante, ele escrever meia duzia de merda não vai me amedrontar.
Terminei meu café decidido, virei pra minha mãe e gritei: Hoje eu pego ela! Dona Ana me olhou com cara de "não_vou_rir_dele_coitadinho.gif", ou seja, ficou segurando o riso olhando pra minha cara de sonhador observando a dita-cuja pela janela.
Pois bem, quando eu cheguei perto de pegar ela, minha mãe bateu na porta, ignorei, bateu de novo, ignorei. Por fim ela saiu entrando e puxando meu lençol.
Bom dia!!!! Uma mãe sorridente entrou no quarto.
Bom dia pra quem? Eu perguntei, obviamente meio tonto e revoltado por ser interrompido,dona Ana,como minha mãe atende, estava radiante, e radiante ficou, o humor da minha mãe não se abala com o meu. Dona Ana respondeu como quem diz algo obvio: "pra você, pra mim, pra quem mais vier e pra quem não vier também e pro caralho a quatro, e levanta logo dessa merda de cama e vai ser útil uma vez na vida". Adoro o humor da minha mãe, tão frágil e espontâneo. Eu deveria imaginar, ele nunca escreve algo que eu me dê bem. E alguém compreensivo e amoroso que entenda que eu não levanto bem, afinal quem levanta? não estaria nos planos do texto dele.
Dona Ana saiu e me deixou sentado na cama, com o cabelo meio bagunçado e cara amarotada. Era de se esperar que eu arrumasse a cama. Isso é a última coisa que você quer fazer ao acordar, você quer dar uma mijada, eu sei, todos são assim, você é assim, minha mãe é assim, e foi o que eu fiz. Não lembrei da cama quando sai do banheiro, pra ser sincero com você até lembrei, mas o banheiro é fora do quarto, e eu não iria voltar!
Aqui eu deixo uma dica, quando você acordar seu filho 10hs da manhã de um domingo, deixa café pro rapaz! Ele cresce ate os 21!! 18 esta muito longe disso, portanto tem que comer bem.
Fiz meu café solitário, ao charmoso som de: "isso não é hora de café, já ta quase na hora do almoço" e admirando ela, que estava la no quintal, linda e reluzente.
Claramente ele colocou ela ali toda manhã de proposito, sabe que tenho medo, que eu não chego perto, que quase sempre perco a oportunidade e tenho que esperar ate que outra apareça, ele sempre poe outra no lugar. Desta vez a historia vai mudar, aquele sonho interrompido me motivou, eu sei que é ele que me manipula, e de certa forma desconfio que ele esteja me "Baitando", pra vocês que leem, "baitar" vem de bait, que significa isca, que significa que eu vou me fuder!
Mas a vida tem me fudido bastante, ele escrever meia duzia de merda não vai me amedrontar.
Terminei meu café decidido, virei pra minha mãe e gritei: Hoje eu pego ela! Dona Ana me olhou com cara de "não_vou_rir_dele_coitadinho.gif", ou seja, ficou segurando o riso olhando pra minha cara de sonhador observando a dita-cuja pela janela.
Subi correndo e pus minha pior bermuda, um tênis bem ralado, mas com solado resistente, e arranquei a camisa. Desci, destemido, rumo ao quintal.
Primeiro eu encarei ela, uns bons cinco minutos admirando a distancia que eu teria que percorrer, e também trazei um plano, não estava nervoso, ansioso eu diria, mas você consegue me dizer se nervosismo é pior ou melhor que ansiedade? Imagino que não.
Claro, ele não facilitaria, ela estava a uns 7 metros do chão, entre 2 galhos finos e do lado de pior acesso da arvore, sim é de uma manga que estamos falando.
Acontece, que ele me fez viciado em manga, todas elas, da pequena que te deixa todo melado e com fiapo na boca, a essa grandiosidade rosa e esbelta que é a manga tommy. Grande, robusta, suculenta, no pico da árvore, entre 2 galhos finos, a única da árvore. Resolveu nascer fora de época, ou ele resolveu por ela ali fora de época, eu nunca sei direito até onde a intervenção dele, que escreve, é influente no meu mundo.
Voltemos a árvore, a primeira parte era fácil, pus um pé no troco, os braços nos galhos grossos logo acima da minha cabeça e me alavanquei pra cima, sensação de sucesso, felicidade palpitante, desmoronou, olhei pra frente e minha mãe agora ria descontroladamente. Porque ele não escreve que ela foi fazer comida do outro lado da casa? Meu Deus, que cara chato!
Os dois próximos passos não eram de uma dificuldade aterrorizante, mas exigiam escolha e reflexão, levavam a dois caminhos diferentes, um curto e ousado, perigoso, e o outro bem mais demorado, porém sem muitos galhos finos, a não ser os 2 onde a minha linda se encontrava.
Optei pelo ousado, ou ele escreveu que fiz isso, era simples o plano, um grande galho, semi-fino, não me pergunte o que significa semi-fino, só imagine, ficava entre eu e a grande tommy rosada e os dois galhos finos, eu só tinha que andar por ele, segurando no galho de cima para fins de equilíbrio e eu chegaria nos dois galhos finais, pra você que lê parece de boa né? Mas acontece que andar pelo galho significava olhar a porra do chão cada vez mais longe. Se ele não me der essa manga ao final, eu vou ficar muito puto, porque eu vou até ela, ou melhor já estou indo.
Levei cerca de dois minutos me equilibrando no galho, não para andar, mas para tomar coragem de. Não ria! Era minha primeira árvore em 18 anos! Você pode querer transar, dinheiro, festinha +18, eu queria minha tommy rosada.
Dei dois passos, parei, respirei, refleti sobre a merda que estava fazendo por uma manga, continuei, mais dois passos, afinal, não era uma manga qualquer, era uma tommy rosada e suculenta fora de época, seria uma conquista e tanto, um prêmio daqueles. Certeza que minha mãe faz parte do texto, ele coloca ela no meu campo de visão sempre que fico motivado, não me deixei abalar, de dois em dois eu chego lá, acho que isso é uma música.
Bem, aqui estamos, a minha frente os dois galhos finos e o meu amor verdadeiro. Não tem muitas folhas, isso é bom, posso ver exatamente aonde piso e coloco as mãos, por outro lado isso é ruim, tenho visão e noção do quão longe do chão estou.
Bateu uma vontade de voltar... Mas eu não podia, não sem ela, você entende né? Não era só uma manga, era A MANGA, tommy rosada e suculenta. Analisei a situação, nesse momento esperando qualquer linha, frase, parágrafo em que eu me estabacase de cara no chão, ela não veio, fiquei aliviado, acho que por fim vou ter aquela manga, ele só queria testar minha coragem, esse tempo todo tudo que me faltou foi só coragem de subir no pé de manga.
Fui cauteloso, entre os dois galhos o "menos pior" era o de baixo, eu conseguiria chegar na manga com um esticar de braço e o outro estaria apoiado no galho que, agora, estão meus pés, eu só tinha que sentar, passar meu corpo pro galho de baixo, um passo pra frente, braço esquerdo segurando o galho de cima e o direito rumo a vitoria, rumo ao encontro do meu amor, rumo a minha manga tommy rosada e suculenta.
Pus o plano em ação, demorei um pouco a sentar, busquei auxilio em galhos auxiliares para conseguir, não foi difícil, antes de largar o peso no galho fino debaixo, testei com umas balançadas com o pé, ele tremeu, mas não cedeu, achei um bom sinal, pisei nele, levantei, dei um passo estiquei a mão. Tela preta, o que significa tela preta? Eu vou contar pra você, significa que ele parou de escrever, deve ter ido dormir ou comer e só no próximo texto vai terminar a historia. Se eu fiquei com a manga? Não sei, me chamo João e vivo em um livro, descobri isso quando tinha 11 anos. Desde então procuro sair dele, mas não e fácil.
Primeiro eu encarei ela, uns bons cinco minutos admirando a distancia que eu teria que percorrer, e também trazei um plano, não estava nervoso, ansioso eu diria, mas você consegue me dizer se nervosismo é pior ou melhor que ansiedade? Imagino que não.
Claro, ele não facilitaria, ela estava a uns 7 metros do chão, entre 2 galhos finos e do lado de pior acesso da arvore, sim é de uma manga que estamos falando.
Acontece, que ele me fez viciado em manga, todas elas, da pequena que te deixa todo melado e com fiapo na boca, a essa grandiosidade rosa e esbelta que é a manga tommy. Grande, robusta, suculenta, no pico da árvore, entre 2 galhos finos, a única da árvore. Resolveu nascer fora de época, ou ele resolveu por ela ali fora de época, eu nunca sei direito até onde a intervenção dele, que escreve, é influente no meu mundo.
Voltemos a árvore, a primeira parte era fácil, pus um pé no troco, os braços nos galhos grossos logo acima da minha cabeça e me alavanquei pra cima, sensação de sucesso, felicidade palpitante, desmoronou, olhei pra frente e minha mãe agora ria descontroladamente. Porque ele não escreve que ela foi fazer comida do outro lado da casa? Meu Deus, que cara chato!
Os dois próximos passos não eram de uma dificuldade aterrorizante, mas exigiam escolha e reflexão, levavam a dois caminhos diferentes, um curto e ousado, perigoso, e o outro bem mais demorado, porém sem muitos galhos finos, a não ser os 2 onde a minha linda se encontrava.
Optei pelo ousado, ou ele escreveu que fiz isso, era simples o plano, um grande galho, semi-fino, não me pergunte o que significa semi-fino, só imagine, ficava entre eu e a grande tommy rosada e os dois galhos finos, eu só tinha que andar por ele, segurando no galho de cima para fins de equilíbrio e eu chegaria nos dois galhos finais, pra você que lê parece de boa né? Mas acontece que andar pelo galho significava olhar a porra do chão cada vez mais longe. Se ele não me der essa manga ao final, eu vou ficar muito puto, porque eu vou até ela, ou melhor já estou indo.
Levei cerca de dois minutos me equilibrando no galho, não para andar, mas para tomar coragem de. Não ria! Era minha primeira árvore em 18 anos! Você pode querer transar, dinheiro, festinha +18, eu queria minha tommy rosada.
Dei dois passos, parei, respirei, refleti sobre a merda que estava fazendo por uma manga, continuei, mais dois passos, afinal, não era uma manga qualquer, era uma tommy rosada e suculenta fora de época, seria uma conquista e tanto, um prêmio daqueles. Certeza que minha mãe faz parte do texto, ele coloca ela no meu campo de visão sempre que fico motivado, não me deixei abalar, de dois em dois eu chego lá, acho que isso é uma música.
Bem, aqui estamos, a minha frente os dois galhos finos e o meu amor verdadeiro. Não tem muitas folhas, isso é bom, posso ver exatamente aonde piso e coloco as mãos, por outro lado isso é ruim, tenho visão e noção do quão longe do chão estou.
Bateu uma vontade de voltar... Mas eu não podia, não sem ela, você entende né? Não era só uma manga, era A MANGA, tommy rosada e suculenta. Analisei a situação, nesse momento esperando qualquer linha, frase, parágrafo em que eu me estabacase de cara no chão, ela não veio, fiquei aliviado, acho que por fim vou ter aquela manga, ele só queria testar minha coragem, esse tempo todo tudo que me faltou foi só coragem de subir no pé de manga.
Fui cauteloso, entre os dois galhos o "menos pior" era o de baixo, eu conseguiria chegar na manga com um esticar de braço e o outro estaria apoiado no galho que, agora, estão meus pés, eu só tinha que sentar, passar meu corpo pro galho de baixo, um passo pra frente, braço esquerdo segurando o galho de cima e o direito rumo a vitoria, rumo ao encontro do meu amor, rumo a minha manga tommy rosada e suculenta.
Pus o plano em ação, demorei um pouco a sentar, busquei auxilio em galhos auxiliares para conseguir, não foi difícil, antes de largar o peso no galho fino debaixo, testei com umas balançadas com o pé, ele tremeu, mas não cedeu, achei um bom sinal, pisei nele, levantei, dei um passo estiquei a mão. Tela preta, o que significa tela preta? Eu vou contar pra você, significa que ele parou de escrever, deve ter ido dormir ou comer e só no próximo texto vai terminar a historia. Se eu fiquei com a manga? Não sei, me chamo João e vivo em um livro, descobri isso quando tinha 11 anos. Desde então procuro sair dele, mas não e fácil.
