domingo, 10 de abril de 2016

Algo novo, inesperado

      Olá!
      Não costumo me apresentar, mas achei melhor dessa vez, se você pretende ler até o fim fique com esse aviso, eu não minto, vou decepciona-lo em algumas linhas, talvez em um paragrafo inteiro, mas prometo ser fiel a verdade, e a verdade é essa: como era lindo.
      Aquele fim de tarde estava maravilhoso, a casa tinha uma janela de vidro que dava para chácara da pousada, fiquei um bom tempo olhando aquele entardecer pelo vidro, não faço ideia de quanto tempo passou, até que ela se aproximou e perguntou o que tinha de tão interessante na varanda.
      Não era a varanda, era o entardecer, era um dia fechado, você pode achar que isso não é tão legal, mas eu em particular adoro tempo nublado, cinza e ventando, ouvia-se trovoadas as vezes, choveria aquela noite, portanto seria hoje.
       Alugamos a casa por 4 dias, ela estava animada, eu prometi algo diferente, algo novo, algo que marcasse ela em todos os sentidos, e adoro chuva, adoro a sensação de molhado, adoro o vento molhado que entra pela janela, não sei você, mas funciona como uma droga em mim, o cheiro me entorpece os sentidos, cheiro de chuva...
      Eu não sou grandes coisas, não me acho bonito, não sou alto, e por acaso invejo quem seja, não sou bombado, e disso não faço questão, se me permitem listar algum ponto forte a meu respeito são dois: empenhado e misterioso. Ela me chama de inteligente também, mas eu não tenho certeza de que tipo de inteligencia ela fala, ela costuma contar que sou persuasivo, que os jogos psicológicos que faço ainda vão matar ela de ansiedade.
      Prometo que não é um conto sobre homicídio, não matei ela, e também como poderia? me deixe perde um paragrafo descrevendo ela, sobre mim eu termino depois.
      Ela era três dedos mais alta que eu, dona de um olhar que enxergava eu, você e mais meia duzia de tão penetrante que era, os olhos dela eram negros, grandes bilhas negras que me faziam perder parte dos sentidos só de olhar pra ela, o cabelo era curto, muito curto, famoso "joãozinho", eu adorava, o corpo dela era milimétrico, um pouco de tudo, não muito de tudo. Os seios eram a melhor parte, redondos e com bicos grandes, nossa eu era apaixonado por eles. Ela era também o que eu chamo de falsa branca, culpa da praia toda semana, vivia queimada de sol, e eu não preciso falar nada sobre as marcas dela, né?
    Se, depois disso você ainda quiser saber sobre mim, eu uso óculos, tenho uma barba por fazer, pura preguiça, e ela não deixa eu tirar também, não possuo o melhor corpo masculino que você já viu, mas compenso com o olhar e o sarcasmo, e se me permitem esse narcisismo, me olhar é como olhar um poço, daqueles que você passa horas tentando achar o fundo, a cor é castanha escura, mas o óculos distorce um pouco, frio, racional e muito sarcástico, esse era eu quando parava de repente e sorria de lado para ela.
    Foi com esse sorriso desdenhoso que não diz nada mas deixa em aberto milhões de respostas que eu me virei pra ela. Eu sabia que ela entenderia, ela me conhece tão bem quanto eu a conheço, e mesmo me conhecendo, por uma razão que eu ainda não faço ideia de qual seja, ela ficava, e pior, voltava!
    Respondi que iria chover, e não demoraria, ela concordou com a cabeça, o sorriso dela foi claramente um aviso, uma permissão, um "eu entendi", fitei por um tempo, ela me abraçou e me beijou.
     O beijo dela era quente, ela jogou os braços pelo meu pescoço,eu abracei suas costas, nossa o beijo estava realmente quente, acho que era o tempo, fazendo efeito no meu corpo, maldita droga chamada chuva, até hoje sou sensível a isso, eu tinha um plano, tinha que me concentrar, retirei as mãos dela do meu pescoço e me afastei pra cozinha, não antes de ouvir um sussurro no pé do ouvido: Estou ansiosa.
     Eu também estava, passei um mês estudando, lendo sobre, fiz amigos, perguntei a muitas pessoas, não consegui uma dica de "como começar" e no fim das contas bolei meu próprio plano, nada muito sofisticado pelo que li, mas eu foquei no que tenho de melhor:sarcasmo, persuasão e mistério. Estava confiante ao menos.
     Pelo menos eu estava, até a  próxima pergunta , que me veio como um tiro de escopeta, e foi a seguinte: Aonde jantaríamos aquela noite.
     Deus, eu não fazia ideia, não conhecia a cidade, foquei tanto nos fins que esqueci os meios, nossa eu tinha que ser criativo, pense você comigo, primeira vez na cidade, como diabos eu não pensei em um lugar bacana? pois é, não pensei.
      Bem, por sorte ela notou o desespero e me falou de um lugar legal, que um casal na pousada tinha comentado e ela ficou curiosa e se eu não tivesse nada melhor para irmos lá conhecer.
       Meu plano foi salvo por ela, eu não sou um buraco sem fundo de orgulho, mas fiquei frustado, admito.
        No fundo eu sei, você tem lido os capítulos doido para chegar a hora em que nos trancamos no quarto né? eu sei como funciona isso, ansiedade é o nome, provavelmente você já tem uma imagem dela e minha montada na mente, e espera detalhes para dar asas, coloquei este paragrafo em sua homenagem, e deixarei claro que pularei a parte da janta e a ida ate o quarto, para não tomar seu tempo, grande leitor resistente que chegou até esta linha.
        O quarto, bem como toda a casa, era de madeira envernizada, poucos moveis, uma cama de casal e uma janela, a madeira escurecia bastante o quarto e eu abri a janela, isso eu não precisava nem escrever, estava chovendo e eu não deixaria isso passar sem aproveitar.
        É impressionante a facilidade como eu posso ser frio as vezes, não deixei ela se quer questionar o que aconteceria, pedi calmamente para que se despisse, na velocidade que ela achasse melhor, e calmamente apontei o centro da cama, ela entendeu, e já nua, com aqueles seios que eu amo, mas não deixava transparecer, sentou-se no meio da cama.
        Eu olhava para ela como quem analisa a situação, ela me olhava como quem procura entender, como quem procurava uma dica, uma resposta, ou uma ordem.
        Eu sorri de lado, falei calmante para que sentasse por cima da perna e que colocasse as mãos entre as coxas, engraçado, não combinamos, mas ela obedecia como quem já soubesse que deveria obedecer.
        Não tínhamos uma venda propriamente dita, eu tinha esquecido, sim outra falha no plano, não me julguem, mas a gravada serviria para o mesmo fim, ela sorriu ao ver, ao entender o que aconteceria em seguida, me aproximei e pedi que me avisasse quando estivesse apertado, ela levantou a mão quando apertei, parei ali e dei um nó, me afastei e perguntei calmamente: Consegue me ouvir claramente?
        - Sim - Ela levantou a cabeça olhando para onde achava que tinha ouvido minha voz.
        Sorri, sem barulho algum, a frieza agora era total, eu não expressaria nenhuma reação, era parte do plano, conversa um pouco, forçar ela a procurar por minha voz, até que o vento da janela tocasse a pele dela, ate que os outros sentidos fossem aguçados pela falta da visão, foi o que fiz.
        - Esta com medo? - Perguntei, sem expressão nenhuma na voz.
        - Não, curiosa e ansiosa pra caralho.
        Talvez você não acredite mas o tempo que ela levou para formular a resposta  foi o suficiente para eu me aproximar de seu ouvido e murmurar, bem devagar, em um tom imparcial e frio, calmo e provocante.
        - Que bom que não está com medo, não precisa, é só um jogo.
        O efeito foi melhor do que o esperado, sem poder enxergar e com a ansiedade a flor da pele, ela se contorceu e sorriu, um sorriso que só podia dizer uma coisa: eu estava no caminho certo.
         Me afastei de novo, rodei a cama e com calma enquanto ela se recuperava eu a encostava, leves toques em locais sensíveis de natureza, que a falta da visão ampliou, passei os dedos suavemente pelo cabelo dela, deslizei os dedos por sua nuca, um leve encostar da língua no bico do seio. A cada novo toque, um novo gemido, a vontade de ver, de se livrar da venda era crescente, era notável o desespero por mais, foi ali que eu descobri, tortura não é só dor, há muitas formas de tortura.
        Pedi para que ela recostasse a cabeça no travesseiro, ajudei a se deitar, pedi para que abrisse as pernas e as arqueasse, passei levemente os dedos por sua coxa e apertei as duas coxas e quando ela gritou eu larguei, me afastei, foi notável a frustração, a cara de quero mais, a vontade de continuar, eu tinha planos, e iria ate o fim.
        Perguntei, com o mesmo ar de frieza, e quando eu digo frieza, você imagina um cara dialogando com você pelada, com as pernas abertas e vendada sem nenhum tipo de demonstração emocional, com que frequência ela se masturbava.
        De duas a três vezes na semana, foi o que eu tive como resposta, pedi para que me mostrasse, foi engraçada a reação, foi inesperado por ela, quase consegui ouvir sua negativa, seu questionamento, mas me surpreendi com a sua confiança e apenas um "Ok" foi sussurrado, eu ficaria olhando, esperando a hora certa..
        Uma coisa era certa, essa seria a parte mais delicada, enquanto ela deslizava suavemente uma das mãos até seu seio esquerdo, a outra tão rápido quando eu pude acompanhar já estava aonde deveria estar, com movimentos sincronizados de velocidade e força, eu quase larguei o resto do plano para contemplar, você já assistiu uma mulher se masturbar? caso não, deveria, é maravilhoso, eu via o desejo nela, tudo que ela fazia, ela sabia aonde queria, se tira muito proveito dessa cena, acredite, eu notei a velocidade com que ela alisava a buceta, eu notei aonde exatamente ela estava brincando com o peito, eu perdi parte do equilíbrio mental do personagem com a cena, mas consegui forças para continuar.
       Enquanto ela continuava, peguei uma das pedras de gelo do copo, ela estava tão intensa que não notou nem o barulho, nem eu me aproximando, esperei a hora certa, não é difícil descobri o que eu estava esperando, e veio rápido, ou mais rápido do que eu esperava, quando ela arquio o corpo larguei a pedra de gelo entre os seios, o efeito foi instantâneo, ela gritou, se contraiu e a pedra deslizou e foi descendo, ela não sabia se continuava, se esperava ou se contorcia, resolvi ajudar, peguei a pedra de gelo com a boca, que essa hora estava repousada na virilha, apertei as coxas dela empurrei com força para traz e ainda com o gelo na boca, encostei o gelo no mesmo local que percebi que ela alisava, o grito foi alto e junto com ele as mãos dela encontraram minhas costas, e gravaram em minha pele todos os dedos, arranhando com uma ferocidade que tão grande, uma força que eu não imaginava ela possuir, gravei as mãos nas coxas com a mesma força, o gelo estava pequeno agora, mas eu continuei com a língua aonde o dedo começou e o gelo encostou, larguei uma das coxas para usar os dedos, eu não precisava ver, mas tinha certeza, ela tinha arrancado um pedaço das minhas costas, ao sentir os dedos encostarem nela, apertou ainda mais uma das mãos em mim, quando eu empurrei com a mesma brutalidade da situação os dedos sua buceta a dentro, ela puxou uma das mãos por toda as minhas costas, puxou com tanta força que me fez afastar por alguns segundos dela apenas para gritar, rapidamente voltei para aonde estava, e não demorou muito até que ela cedeu, esse era o sinal, ela perdeu parte da força, ofegava sem intervalos, eu poderia parar por ali, mas não foi assim o planejado.
      Mas senhores, eu cansei de escrever, nos próximos parágrafos eu escreveria como levantei o corpo, tirei a cueca que me restava e empurrei as pernas dela para os lados e como eu meti por muito tempo enquanto ela estava vendada, eu provavelmente iria escrever mais uns quatro ou cinco parágrafos, porque virei ela umas duas ou três vezes, pus ela de costas e me vinguei pelo sangue nas costas batendo em sua bunda enquanto ela sentia meu pau e pedia para eu continuar, enquanto ela gritava e o vento molhado ardia o machucado recém feito por ela, como no final eu sufoquei e pressionei todo meu corpo no dela e retirei a venda, para que ela olhasse para mim enquanto terminávamos, eu escreveria sobre isso tudo, mas me falta tempo, minha aula  vai começar, e eu não posso ficar escrevendo mais.

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