domingo, 10 de abril de 2016

Algo novo, inesperado

      Olá!
      Não costumo me apresentar, mas achei melhor dessa vez, se você pretende ler até o fim fique com esse aviso, eu não minto, vou decepciona-lo em algumas linhas, talvez em um paragrafo inteiro, mas prometo ser fiel a verdade, e a verdade é essa: como era lindo.
      Aquele fim de tarde estava maravilhoso, a casa tinha uma janela de vidro que dava para chácara da pousada, fiquei um bom tempo olhando aquele entardecer pelo vidro, não faço ideia de quanto tempo passou, até que ela se aproximou e perguntou o que tinha de tão interessante na varanda.
      Não era a varanda, era o entardecer, era um dia fechado, você pode achar que isso não é tão legal, mas eu em particular adoro tempo nublado, cinza e ventando, ouvia-se trovoadas as vezes, choveria aquela noite, portanto seria hoje.
       Alugamos a casa por 4 dias, ela estava animada, eu prometi algo diferente, algo novo, algo que marcasse ela em todos os sentidos, e adoro chuva, adoro a sensação de molhado, adoro o vento molhado que entra pela janela, não sei você, mas funciona como uma droga em mim, o cheiro me entorpece os sentidos, cheiro de chuva...
      Eu não sou grandes coisas, não me acho bonito, não sou alto, e por acaso invejo quem seja, não sou bombado, e disso não faço questão, se me permitem listar algum ponto forte a meu respeito são dois: empenhado e misterioso. Ela me chama de inteligente também, mas eu não tenho certeza de que tipo de inteligencia ela fala, ela costuma contar que sou persuasivo, que os jogos psicológicos que faço ainda vão matar ela de ansiedade.
      Prometo que não é um conto sobre homicídio, não matei ela, e também como poderia? me deixe perde um paragrafo descrevendo ela, sobre mim eu termino depois.
      Ela era três dedos mais alta que eu, dona de um olhar que enxergava eu, você e mais meia duzia de tão penetrante que era, os olhos dela eram negros, grandes bilhas negras que me faziam perder parte dos sentidos só de olhar pra ela, o cabelo era curto, muito curto, famoso "joãozinho", eu adorava, o corpo dela era milimétrico, um pouco de tudo, não muito de tudo. Os seios eram a melhor parte, redondos e com bicos grandes, nossa eu era apaixonado por eles. Ela era também o que eu chamo de falsa branca, culpa da praia toda semana, vivia queimada de sol, e eu não preciso falar nada sobre as marcas dela, né?
    Se, depois disso você ainda quiser saber sobre mim, eu uso óculos, tenho uma barba por fazer, pura preguiça, e ela não deixa eu tirar também, não possuo o melhor corpo masculino que você já viu, mas compenso com o olhar e o sarcasmo, e se me permitem esse narcisismo, me olhar é como olhar um poço, daqueles que você passa horas tentando achar o fundo, a cor é castanha escura, mas o óculos distorce um pouco, frio, racional e muito sarcástico, esse era eu quando parava de repente e sorria de lado para ela.
    Foi com esse sorriso desdenhoso que não diz nada mas deixa em aberto milhões de respostas que eu me virei pra ela. Eu sabia que ela entenderia, ela me conhece tão bem quanto eu a conheço, e mesmo me conhecendo, por uma razão que eu ainda não faço ideia de qual seja, ela ficava, e pior, voltava!
    Respondi que iria chover, e não demoraria, ela concordou com a cabeça, o sorriso dela foi claramente um aviso, uma permissão, um "eu entendi", fitei por um tempo, ela me abraçou e me beijou.
     O beijo dela era quente, ela jogou os braços pelo meu pescoço,eu abracei suas costas, nossa o beijo estava realmente quente, acho que era o tempo, fazendo efeito no meu corpo, maldita droga chamada chuva, até hoje sou sensível a isso, eu tinha um plano, tinha que me concentrar, retirei as mãos dela do meu pescoço e me afastei pra cozinha, não antes de ouvir um sussurro no pé do ouvido: Estou ansiosa.
     Eu também estava, passei um mês estudando, lendo sobre, fiz amigos, perguntei a muitas pessoas, não consegui uma dica de "como começar" e no fim das contas bolei meu próprio plano, nada muito sofisticado pelo que li, mas eu foquei no que tenho de melhor:sarcasmo, persuasão e mistério. Estava confiante ao menos.
     Pelo menos eu estava, até a  próxima pergunta , que me veio como um tiro de escopeta, e foi a seguinte: Aonde jantaríamos aquela noite.
     Deus, eu não fazia ideia, não conhecia a cidade, foquei tanto nos fins que esqueci os meios, nossa eu tinha que ser criativo, pense você comigo, primeira vez na cidade, como diabos eu não pensei em um lugar bacana? pois é, não pensei.
      Bem, por sorte ela notou o desespero e me falou de um lugar legal, que um casal na pousada tinha comentado e ela ficou curiosa e se eu não tivesse nada melhor para irmos lá conhecer.
       Meu plano foi salvo por ela, eu não sou um buraco sem fundo de orgulho, mas fiquei frustado, admito.
        No fundo eu sei, você tem lido os capítulos doido para chegar a hora em que nos trancamos no quarto né? eu sei como funciona isso, ansiedade é o nome, provavelmente você já tem uma imagem dela e minha montada na mente, e espera detalhes para dar asas, coloquei este paragrafo em sua homenagem, e deixarei claro que pularei a parte da janta e a ida ate o quarto, para não tomar seu tempo, grande leitor resistente que chegou até esta linha.
        O quarto, bem como toda a casa, era de madeira envernizada, poucos moveis, uma cama de casal e uma janela, a madeira escurecia bastante o quarto e eu abri a janela, isso eu não precisava nem escrever, estava chovendo e eu não deixaria isso passar sem aproveitar.
        É impressionante a facilidade como eu posso ser frio as vezes, não deixei ela se quer questionar o que aconteceria, pedi calmamente para que se despisse, na velocidade que ela achasse melhor, e calmamente apontei o centro da cama, ela entendeu, e já nua, com aqueles seios que eu amo, mas não deixava transparecer, sentou-se no meio da cama.
        Eu olhava para ela como quem analisa a situação, ela me olhava como quem procura entender, como quem procurava uma dica, uma resposta, ou uma ordem.
        Eu sorri de lado, falei calmante para que sentasse por cima da perna e que colocasse as mãos entre as coxas, engraçado, não combinamos, mas ela obedecia como quem já soubesse que deveria obedecer.
        Não tínhamos uma venda propriamente dita, eu tinha esquecido, sim outra falha no plano, não me julguem, mas a gravada serviria para o mesmo fim, ela sorriu ao ver, ao entender o que aconteceria em seguida, me aproximei e pedi que me avisasse quando estivesse apertado, ela levantou a mão quando apertei, parei ali e dei um nó, me afastei e perguntei calmamente: Consegue me ouvir claramente?
        - Sim - Ela levantou a cabeça olhando para onde achava que tinha ouvido minha voz.
        Sorri, sem barulho algum, a frieza agora era total, eu não expressaria nenhuma reação, era parte do plano, conversa um pouco, forçar ela a procurar por minha voz, até que o vento da janela tocasse a pele dela, ate que os outros sentidos fossem aguçados pela falta da visão, foi o que fiz.
        - Esta com medo? - Perguntei, sem expressão nenhuma na voz.
        - Não, curiosa e ansiosa pra caralho.
        Talvez você não acredite mas o tempo que ela levou para formular a resposta  foi o suficiente para eu me aproximar de seu ouvido e murmurar, bem devagar, em um tom imparcial e frio, calmo e provocante.
        - Que bom que não está com medo, não precisa, é só um jogo.
        O efeito foi melhor do que o esperado, sem poder enxergar e com a ansiedade a flor da pele, ela se contorceu e sorriu, um sorriso que só podia dizer uma coisa: eu estava no caminho certo.
         Me afastei de novo, rodei a cama e com calma enquanto ela se recuperava eu a encostava, leves toques em locais sensíveis de natureza, que a falta da visão ampliou, passei os dedos suavemente pelo cabelo dela, deslizei os dedos por sua nuca, um leve encostar da língua no bico do seio. A cada novo toque, um novo gemido, a vontade de ver, de se livrar da venda era crescente, era notável o desespero por mais, foi ali que eu descobri, tortura não é só dor, há muitas formas de tortura.
        Pedi para que ela recostasse a cabeça no travesseiro, ajudei a se deitar, pedi para que abrisse as pernas e as arqueasse, passei levemente os dedos por sua coxa e apertei as duas coxas e quando ela gritou eu larguei, me afastei, foi notável a frustração, a cara de quero mais, a vontade de continuar, eu tinha planos, e iria ate o fim.
        Perguntei, com o mesmo ar de frieza, e quando eu digo frieza, você imagina um cara dialogando com você pelada, com as pernas abertas e vendada sem nenhum tipo de demonstração emocional, com que frequência ela se masturbava.
        De duas a três vezes na semana, foi o que eu tive como resposta, pedi para que me mostrasse, foi engraçada a reação, foi inesperado por ela, quase consegui ouvir sua negativa, seu questionamento, mas me surpreendi com a sua confiança e apenas um "Ok" foi sussurrado, eu ficaria olhando, esperando a hora certa..
        Uma coisa era certa, essa seria a parte mais delicada, enquanto ela deslizava suavemente uma das mãos até seu seio esquerdo, a outra tão rápido quando eu pude acompanhar já estava aonde deveria estar, com movimentos sincronizados de velocidade e força, eu quase larguei o resto do plano para contemplar, você já assistiu uma mulher se masturbar? caso não, deveria, é maravilhoso, eu via o desejo nela, tudo que ela fazia, ela sabia aonde queria, se tira muito proveito dessa cena, acredite, eu notei a velocidade com que ela alisava a buceta, eu notei aonde exatamente ela estava brincando com o peito, eu perdi parte do equilíbrio mental do personagem com a cena, mas consegui forças para continuar.
       Enquanto ela continuava, peguei uma das pedras de gelo do copo, ela estava tão intensa que não notou nem o barulho, nem eu me aproximando, esperei a hora certa, não é difícil descobri o que eu estava esperando, e veio rápido, ou mais rápido do que eu esperava, quando ela arquio o corpo larguei a pedra de gelo entre os seios, o efeito foi instantâneo, ela gritou, se contraiu e a pedra deslizou e foi descendo, ela não sabia se continuava, se esperava ou se contorcia, resolvi ajudar, peguei a pedra de gelo com a boca, que essa hora estava repousada na virilha, apertei as coxas dela empurrei com força para traz e ainda com o gelo na boca, encostei o gelo no mesmo local que percebi que ela alisava, o grito foi alto e junto com ele as mãos dela encontraram minhas costas, e gravaram em minha pele todos os dedos, arranhando com uma ferocidade que tão grande, uma força que eu não imaginava ela possuir, gravei as mãos nas coxas com a mesma força, o gelo estava pequeno agora, mas eu continuei com a língua aonde o dedo começou e o gelo encostou, larguei uma das coxas para usar os dedos, eu não precisava ver, mas tinha certeza, ela tinha arrancado um pedaço das minhas costas, ao sentir os dedos encostarem nela, apertou ainda mais uma das mãos em mim, quando eu empurrei com a mesma brutalidade da situação os dedos sua buceta a dentro, ela puxou uma das mãos por toda as minhas costas, puxou com tanta força que me fez afastar por alguns segundos dela apenas para gritar, rapidamente voltei para aonde estava, e não demorou muito até que ela cedeu, esse era o sinal, ela perdeu parte da força, ofegava sem intervalos, eu poderia parar por ali, mas não foi assim o planejado.
      Mas senhores, eu cansei de escrever, nos próximos parágrafos eu escreveria como levantei o corpo, tirei a cueca que me restava e empurrei as pernas dela para os lados e como eu meti por muito tempo enquanto ela estava vendada, eu provavelmente iria escrever mais uns quatro ou cinco parágrafos, porque virei ela umas duas ou três vezes, pus ela de costas e me vinguei pelo sangue nas costas batendo em sua bunda enquanto ela sentia meu pau e pedia para eu continuar, enquanto ela gritava e o vento molhado ardia o machucado recém feito por ela, como no final eu sufoquei e pressionei todo meu corpo no dela e retirei a venda, para que ela olhasse para mim enquanto terminávamos, eu escreveria sobre isso tudo, mas me falta tempo, minha aula  vai começar, e eu não posso ficar escrevendo mais.

segunda-feira, 14 de março de 2016

O Título que pouco importa, o sol estava lindo e ela também

  Ainda havia sol, não muito, aquele vermelho de fim de tarde, você sabê do que estou falando? consegue imaginar? sabe quando o sol se põem em uma total graça que todo mundo para pra olhar? consegue imaginar isso leitor? pois é, era um dia desses. Céu avermelhado e ele se pondo ao longe.
  Ela me viu primeiro, eu estava distraído com o entardecer e ela chegou de repente por trás, me abraçou e me deu um leve susto, virei e sorri, mas logo desfiz o sorriso, ela sorria junto e o dela, meu deus do céu o sorriso dela! bem, deixo a parte imaginativa para você que lê, mas saber que ela sorria no meio de um entardecer avermelhado com um ar de felicidade em me ver, ora vamos lá, quem não fica feliz com isso? Eu. Fiquei nervoso, demorei a me acostumar com a ideia, perdi um pouco a faculdade da fala, vale notar leitor, eu não era tímido, era alguma coisa naquele sorriso, eu tenho certeza! A voz voltou com o tempo, mas não antes de um belo e breve silencio que serviu para eu admirá-la.
  Iriamos andar pela orla, esperar ate que o sol terminasse seu show, iriamos comer alguma coisa também, e depois eu não sei, e não é um eufemismo nem estou dissimulando, você não verá exageros nesse texto!!!!! eu não fazia ideia, mas de nós dois, a que morava mais perto era ela.
  Obviamente a lua não iria ficar para trás, surgiu ao fundo com um esplendor que chega lacrimeja os olhos dos mais sensíveis ao espetáculo. Era cheia, em um céu de poucas nuvens. Pularei um pouco, a tarde e noite na orla não é o motivo do texto senhores, o que se seguiu foi bem mais intenso, espero que entendam quando eu desandar a tacar virgulas, também respiro enquanto escrevo, também lembro, também tenho que recuperar o folego, e a intensão daqui para frente é que você também precise, desculpe se falhar, mas tentarei.
  Como eu disse antes, e me desculpe a introdução longa, ela morava mais perto, e ela sabia disso, morava com a tia em em apartamento a uns 20-30 minutos de onde estávamos, me chamou para passar a noite, não, eu não queria passar a noite, ser entrevistado pela tia em um segundo encontro, desejei desesperadamente minha casa! mas ela sorriu, maldito sorriso!! porque você sorriem quando pedem algo? soa como uma ordem!!!
  Como o acaso é generoso as vezes não acham? ou como o medo te cega para alguma coisas, a tia não fez muitas perguntas, na verdade perguntou meu nome e se estava com fome, não me pareceu ofensivo, mas recusei a comida,nos retiramos para o quarto, a tia ficou vendo TV na sala, ela disse que provavelmente estaria lá ainda ao amanhecer, que eu não me preocupasse.
  Eu não sabia, mas eu tinha sido escolhido, ela tinha um plano, o plano era eu! o nervoso me deixou vermelho, maldita cor dos infernos! me denuncia ao primeiro suspiro mais baixo, ao primeiro murmuro de "se acalme" o que você faz? obviamente isso, acertou! você fica todo vermelho!!!!
   Pisquei, e quando o nervoso passou ela estava de sutiã e calcinha e eu de camisa e cueca, na cama.Espere, não é justo com vocês, escrevi tanto e vou pular pra cima da cama? segurem a imagem, eu nem disse como ela era ainda!! vamos voltar um paragrafo, talvez eu apague esse, talvez eu deixe, vai depender do meu humor!
  Fiz a única coisa que me pareceu obvia quando fiquei vermelho, beijei-a, sabe, o nervoso a gente trata com mais nervoso, uma hora ele cansa e vai embora, e foi o que fiz, beijei ela loucamente.Não podíamos fazer barulho, a tia estava na sala como você sabe, mas o barulho dos lábios não dá pra abafar, e como eram barulhentos, ao passar minutos preciosos meu nervoso foi passando, segurei nos cabelos morenos dela, eram lisos, mas nem tanto, não consigo explicar, não foi o que me foquei ok!?foram nos olhos! grandes bolas negras, estavam fechados claro, como os meus, mas eu conseguia vê-los, eram lindos, a cada segundo ficávamos mais soltos, empolgados, arriscado! um barulho, um movimento em falso e a tia apareceria para me castrar, e estávamos apenas nos beijando, por hora...
  Passei a mão por entre seus cabelos e puxei, a essa hora eu já não estava nem um pouco nervoso, eu sabia como fazer, o que fazer, e o que faria, planejei enquanto nos beijávamos, ao puxar um suspiro, eu sorri, dessa vez dissimulado, como quem se dá por satisfeito com o resultado, ela me olhou com a cabeça reclinada com a força do puxão, a boca entreaberta, como quem me chama,um convite para continuar, beijei-a de novo, ela ainda estava vestida e eu também, mas estávamos grudados, inseparáveis, as mãos dela não sabiam o que fazer primeiro, se me arranhavam por baixo da camisa, se me apertavam, se escorregavam para dentro da minha calça, as minhas, eu tinha sobre controle, enquanto uma pressionava o cabelo com a força que beirava a linha da dor e do tesão, a outra a sufocava, não existia um barulho aparente, mas ela gritava por dentro, e isso me deixava louco.
  Voltemos ao paragrafo da cama, eu não parei de beija-la, foi ela quem, sutilmente, sugeriu nos livrarmos das roupas, abriu a fivela do meu cinto, tão rápida e desesperada quanto eu à estava beijando, tão empolgada como quanto eu estava enquanto sentia seu corpo e sua língua grudada à minha.Tirou minha calça no mesmo instante em que eu arranquei o vestido dela, com o puxão ela ensaiou um grito abafado, fui rápido e voei com a mão para sua boca, sufoquei ela e fiz um sinal de silencio, ela não podia gritar, ela suplicou com os olhos por desculpas, eu desculpei, eu teria jogado ela na cama, mas faria barulho, desculpem por isso, o texto ficaria lindo se assim fosse, mas eu disse que seria apenas a verdade, a conduzi para cama ainda segurando sua mão, fiz com que se sentasse e em seguida com que se deitasse, sem perder os olhos dela e sem retirar a mão de sua boca, deitados, eu por cima sentindo o respirar e o nervoso dela. Me aproximei de seu rosto, não sei aonde eu vi aquilo, mas eu usaria, me aproximei de sua orelha, usei minha língua para acompanhar as curvas da orelha dela, assoprei aonde estava úmido, achei as costas da orelha, beijei ali também, desci um pouco para o cangote,minha língua queria sentir  tudo, eu desejava tudo, e ela não menos que tudo queria também, voltei ao ouvido dessa vez para lhe falar:
  - Faça qualquer barulho e eu paro seja lá o que eu estiver fazendo.
  Tão rápido quanto falei eu desci, beijei o pescoço, retirei o sutiã e encontrei os seios dela, lindos, não eram os maiores, nem os menores, mas eram lindos, perfeitos, quase como um animal eu queria voar neles, mas me segurei, eu precisava dar ritmo ou o plano não funcionaria, passei o dedo entre eles, com a língua devagar eu fui me aproximando, ela já estava raspando a unha no edredom, bufando e surrando, apenas com a língua, não tinham lábios ainda, eu encostei no bico de seu peito esquerdo, e apenas para provocar, tão rápido como tinha sido com a língua eu assoprei, droga, esqueci de falar que eu estava com uma bala na boca, o hortelã, quase estragou tudo, ficou gelado e ela gritou, um grito seco, daqueles que você não segura, eu parei, como prometido! ela me olhou com um olhar de súplica como quem implora por perdão, ela mesmo  pois a  mão na boca e ficou ali me olhando, como quem pede para eu continuar, é claro eu aproveitei o momento, adorei sua expressão de desespero, eu queria ir além, fiz para que tirasse a mão da boca, me aproximei de novo de seu ouvido e murmurei:
  - Por favor! peça por favor!
  - Por favor,por favor, por favor! - em meios a respirações ofegantes e interminável agitação, eu não sei aonde eu apertei, mas eu tinha ligado alguma coisa nela, e eu gostei.
  - Que não se repita! - lembro de ter dito isto antes de voltar, louco que eu também estava, porém como um mestre do disfarce, demorei-me nos seios dela até que ela perdesse o controle das mãos, agora eu a sentia, cravou as unhas nas minhas costas e puxou minha camisa com a mesma força que retirei seu vestido, quando eu vi, ela já não respirava, ela bufava com um brilho nos olhos de como quem diz "por que está me olhando? volte pra lá! eu não fiz barulho fiz!?" respeitei o olhar dela, e ainda sorrindo comecei minha descida.
  Não sei se da para descrever, ao sentir as unhas dela, agarradas, foi minha vez de abafar um arrwww!! ao sentir ela me arranhar, me deu uma força, acho que o sexo com ódio tem suas vantagens! Eu acelerei até sua buceta, eu não queria outra coisa, mas me contive, beijei com calma os lados, enquanto sentia ela, as unhas dela, o cheiro e apreciava a vista privilegiada, empurrei uma das pernas para os lados, minhas mãos que antes acompanhavam a descida, grudaram em suas coxas, eu estava disposto a disputar força, ela arranharia e eu apertaria na mesma proporção, e assim foi, enquanto eu sentida, única e exclusivamente com a língua sua buceta encher minha boca, ela estava molhada e eu dolorido, os arranhões estavam mais fortes, eu estava mais rápido, ela envergou o corpo e mordeu a primeira coisa próxima enquanto eu que agora abria mão da disputa de força, usava uma das mãos para apertar sua coxa enquanto a outra ajudava com os dedos os espaços que a língua não chegava, ela achou um travesseiro e quando achou que ia gritar mordeu, com força, sei que foi com força porque ela grafou as unhas com tamanha força que eu sabia que sangraria, jogou seu pescoço para trás, eu preocupado com ela, o barulho dela as unhas dela, o tesão dela, a sincronia e com o gosto, que era maravilhoso, eu poderia continuar a historia, continuar ali, aonde eu estava, com a vista que eu estava, mas eu fiz um juramento, o de ser verdadeiro.... Ao notar que não tinha mais como segurar, ela ignorou a lei do silencio, socou a cama com uma das mãos enquanto me apertava não com a mão livre, que tinha sido substituídas pelas pernas,que  como quem diz "não sai dai!" me enroscou em um movimento involuntário, com uma das mãos puxou o travesseiro e gritou, um grito alto e longo, daqueles que não se tem dúvida, ela ouviu! a tia gritou de volta alguma coisa, só lembro de ter ouvido um "nada não" gritado por ela em resposta, nos vestimos tão rápido quando nos despimos, a tia subiu e estávamos vermelhos, cansados e ofegantes, ela entrou no quarto, mandou que não fecha-se a porta e saiu, rimos, rimos mais, e continuamos, dessa vez, com mais maldade, mais perversidade e senhores, era a vez dela se vingar.. imaginem ai, porquê eu, cansei de escrever, prefiro sentir, como senti aquele dia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Marcos, Rodrigo e a meritocracia.

Marcos, o mais rápido corredor, levou a medalha.
Rodrigo, com pernas mais curtas, bem que se esforçou mais do que João, mas ficou só com a prata.
Epa, alto lá! Rodrigo merecia o ouro de Marcos?
Não sei, fosse Rodrigo mais esperto, sendo baixinho, não teria entrado nessa de corrida. Mérito, que negocio estranho de medir.
Merece mais quem é mais apto ou merece mais quem mais se esforça?
Melhor: merece mais o mais esperto, que escolhe bem seus esforços! Rodrigo que nasceu baixinho, mas escolheu correr, ficou com a prata. Quem mandou ser burro?
Mas para escolher ser burro você já tem que ser burro antes, porque escolher ser burro é burrice. Se você era burro antes de escolher ser burro, então você não escolheu ser burro em primeiro lugar. Entendeu? Não? É burro também?
Calma, sem ofensas, senta aí! Ninguém escolhe ser burro, isso é uma coisa que acontece com a gente.
É isso: ser burro acontece. Com todos nós. Com uns mais do que com outros.
Se você é burro, a única coisa que merecia era ser mais inteligente. Então vem comigo que você vai passar de ano.
Rodrigo, que foi burro, quis correr mesmo sendo baixinho, só porque gosta.
Já Marcos não gosta de correr, mas corre bem pra caralho! Ganhou a medalha, mas passa os dias correndo sem gostar. Burro também.
Marcos, Rodrigo! Venham cá, já: tomem uma medalha para cada um. Cansei, não dá para brincar de meritocracia com vocês.
Meritocracia a gente tem que aplicar quando todos partem das mesmas condições. É isso: coloque todos nas mesmas condições e dê a partida. Todos alinhados no começo da pista até ouvirem o disparo da largada. Se você e eu partimos exatamente das mesmas condições, o que vai definir o resultado está dentro de nós – meritocracia!
Pensando bem, a gente não escolhe tudo que está dentro de nós, já viemos ao mundo com algumas coisas. Outras aprendemos com nossos pais, que não escolhemos. Outras absorvemos de nossa cultura, que não escolhemos também. Aiii meu cacete!!!!!!…
E agora? O que a gente realmente escolhe? Nada?
Quer dizer então que eu estou vagando na existência como um robô e que não decido uma maldita coisa na minha vida inteira?!
Já chega desse papo, não faz sentido, vou é dar uma mijada!
Ta aí: eu escolhi mijar. Ufa! Finalmente uma escolha: senti vontade de mijar e decidi ir.
Mas eu não decidi ter vontade. Será que eu decidi ir mijar ou foi só a minha bexiga me controlando como uma marionete?
Meu Deus, EU SOU UMA MARIONETE DA MINHA BEXIGA!
Como posso merecer algo, se nem decido o que eu faço?
Então não podem me responsabilizar também: vou sair daqui e matar mil! Eu juro! Vou sair na rua com uma faca e enfiar na barriga do primeiro que eu ver, pois sou eu um robô, não tinha escolha, o universo quis, a culpa não é minha, foi o destino!
Hunf!
Ok. Quem eu quero enganar?
Eu sou uma pessoa controlada, pacífica. Eu sou assim: impossível eu tomar uma decisão que eu não tomaria.
Ahá! Esse é o pulo do gato: eu escolhi ser assim! Eu poderia ter escolhido o caminho das trevas, mas eu escolhi a luz! Pronto: o meu mérito está nas escolhas que eu tomo por ser a pessoa que eu escolhi ser.
No fundo, fui eu quem escolhi tudo, pois escolhi ser o que sou, escolhi ser o tipo de pessoa que toma as decisões que eu tomo.
Quando foi mesmo que escolhi o que sou?
Acho que foi aos 5. Isso mesmo, aos 5 anos, eu me lembro. Foi aos 5 que decidi ser a pessoa que sou, uma pessoa de bem, uma pessoa honrada e linda. Foi uma sábia decisão.
Que garoto de 5 anos bonzinho eu era para decidir uma coisa dessas, né?
Não! Eu ja era bonzinho, droga! Para decidir ser uma pessoa de bem, você já tem que ser uma pessoa de bem antes.
Está certo: ser uma pessoa boa é como ser burro: acontece. Com alguns mais do que com outros.
Esse negócio de meritocracia está mesmo furado. Ficar julgando o que as pessoas merecem é um erro, pois cada ato de cada um é só uma consequência de tudo que este um aprendeu, de tudo que este um viveu e do jeito que este um nasceu.
Não há meritocracia, afinal, não há mérito.
Agora que superamos esse engano, podemos seguir em frente para construir um mundo onde damos às pessoas aquilo que elas precisam?
Sim?
Obrigado.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Não somos metade, então busque seu outro inteiro

"Amor é achar a sua outra metade da laranja, alguém que nos completa para a eternidade", essa frase poder ser facilmente achada, embora com variantes, em inúmeros poemas, prosas e até conversas casuais sobre amor. Não é difícil também achar seguidores desse conceito, caminhantes apaixonados pensando que seguem a formulá do amor eterno. Pobres pessoas, uma vida sendo metade, pensando achar sentindo em uma outra metade que talvez não venha.

Admitir à busca de sua "outra metade" é assumir que você não usa seu inteiro, é assumir que sua vida se resume a ser meio, até que ela apareça. Como então vive um ser desses se descobrir que as chances dessa "metade" que falta aparecer são pequenas? uma meia vida? Não tenho a imaginação tão fértil, mas acredito que não seria emociante ter uma meia-vida quando se pode viver plenamente.

Sobre a frase, é uma questão de individuo, minha dica? seja um inteiro, viva por inteiro, assuma responsabilidades por inteiro, divirta-se por inteiro, seja você por completo!

Mas e se aparecer alguém? e se por acaso, mesmo que por remota chance alguém desperte em você a sensação de amor eterno. Ora! de outro modo não poderia ser! viva o amor por inteiro, entregue-se por inteiro, como inteiro que você é!

E no primeiro sinal de metade do outro, no primeiro sinal de meia-vida, pule fora! seu inteiro, cedo ou tarde, sentira falta da metade que falta no outro!

Não de ouvidos aos que dizem que você deve ceder por amor, veja, essa afirmativa não deixa de ser verdade, mas não significa deixar de ser você. Significa ser inteiro e responsável de si suficiente para notar que sim, eu posso fazer, mas escolhi não o fazer. E pronto, atitude digna de condecorações de difícil compreensão de quem é metade, meio, semi vivo.

Por tanto, concluo que, não busque alguém que seja metade, não tente se completar em outro alguém, seja um inteiro, um ser humano completo, e busque alguém igualmente completo, alguém igualmente pleno, e quando acharem um ao outro, unam-se e ao invés de se completar, transbordem. Por que amigos, quando dois inteiros se juntam, é exatamente assim, duas vidas plenas, felizes e conscientes que transbordam juntos! ao invés de se completar.

Encarnação, Rodrigo P. da